– 9/4/1872 – Grave crise na Inglaterra em 1836 – ferrovias e fábricas afetadas – alta de preço das terras (DSP) NÃO se conhecem repercussões no Brasil.

– 21/11/1876 – fala-se em “crise financeira” – “das mais perigosas e funestas conseqüências”. (OESP)

– 31/12/1876 – protesto de letra contra figuras ilustres – Estevão Ribeiro de Rezende e outros – crise? (OESP)

– 25/1/1879 – crise na Inglaterra – a pior desde a Guerra da Criméia – importação de vinhos portugueses caiu muito. (OESP)

– 23/8/1888 – Representação de fazendeiros, 62 assinaturas, contra o imposto de 20 réis sobre cada arroba de café. Alegam a “crise horrível por que está passando a lavoura; falta de braços e dinheiro, mesmo para pagar os poucos trabalhadores que aparecem”; “aproxima-se a estação chuvosa; os caminhos estão por fazer; o tropeiro conduz o café pelo duplo, alegando o mau estado dos caminhos e o lavrador terá que se sujeitar a dito preço ou mandar fazer o caminho à sua custa”. Pedem que a Câmara represente ao Presidente da Província solicitando a supressão dessa lei.

– 22/11/1888 – Sinais claros de que os tempos se tornavam difíceis: o primeiro, uma circular do Presidente da Província pregando a diversificação das culturas agrícolas, e o aproveitamento industrial de produtos vegetais nativos, fibras, plantas medicinais, tinturaria, taníferas, óleos vegetais, gomas, resinas; a excessiva monocultura do café já dava preocupação. O segundo, um ofício do Inspetor da Tesouraria da Fazenda da Província, informando que a Tesouraria troca moedas de prata e de níquel por cédulas do Tesouro. Metal por papel… Estava começando o “Encilhamento”, a devastadora crise do final do Império e começo da República. (Atas, 6:204/205)

– 5/12/1889 – Buenos Aires:- “Foram processados 26 corretores por quebra fraudulenta e acham-se presos. A crise financeira aumenta e o comércio está paralisado”.

– 2/1/1898 – Editorial de “O Estado de São Paulo” analisa a situação nacional, examinando a crise financeira (resto do “Encilhamento”) e a crise política, motivada “pelo movimento insurrecional do sertão baiano e por uma “doutrina errada”, que pretende subordinar o Executivo aos chefes do partido que o elegeu (trata-se do conflito entre o Presidente Prudente de Moraes e o Vice Manuel Vitorino, apoiado este por Francisco Glicério e outros chefes republicanos). (OESP)

– 18/1/1898 – editorial de “O Estado de São Paulo”: “A Crise e a Lavoura” – o Brasil era grande importador de gêneros alimentícios, o que desequilibrava a sua balança comercial – importava-se carne seca, alfafa, farelo, gado, toucinho… (encontramos também em outras datas importação de arroz das Ilhas Marianas e manteiga da Dinamarca), além de trigo da Argentina, batatas, feijão, favas, e “extratos de carne”. Era preciso produzir internamente tais gêneros para equilibrar a balança comercial e o câmbio. (OESP)

– 24/2/1898 – concordata de João Bernardo Sobrado em Amparo. – concordata de João Joaquim Gonçalves, “negociante

falido”, também em Amparo. (CP)

– 30/3/1898 – A Argentina também estava em crise – uma desenfreada especulação em 1885 obrigara o governo a tornar o papel-moeda inconversível e de curso forçado. Em 1890 os bancos começaram a quebras; “quebrava um banco por dia”. Teve que recorrer aos banqueiros ingleses. Mas a economia argentina conseguiu se recuperar já em 1895. (OESP)

– 18/12/1898 – “um escritor que no Correio do Amparo está publicando uma série de artigos sob a epígrafe “Crise da Lavoura”, assevera que a produção seria muito inferior por falta de cuidados e de capital. (OESP)

– 25/1/1899 – “A crise já era aguda quando se abriram as câmaras no ano passado” – e o governo nada fez (A Nação)

– 23/4/1901 – os lucros excessivos da Mogiana – altas tarifas em meio à crise. (OESP)

– 5/2/1902 – “O Carnaval em Buenos Aires, a despeito da crise financeira que está atravessando a Argentina, promete ser animadíssimo”. (OESP)

– 3/9/1920 – Discute-se emissão do Tesouro para socorrer o comércio na “crise excepcional” (A Noite)

– 7/9/1920 – “A Crise Comercial e Financeira”, artigo de Augusto Leivas (A Noite)

– 5/3/1921 – “O comércio de castanhas em crise” – Associação Comercial do Amazonas baixa de 92$000 por hectolitro para 30$000 – pede a abertura de créditos de longo prazo nas praças de Londres e Nova York (A Noite)

– 10/2/1926 – “milhares de desocupados, inclusive mulheres e crianças, tentaram apoderar-se de um depósito de víveres destinados à mendicidade, em um dos quarteirões de Londres. Após 3 horas de luta, a Polícia conseguiu dispersar os assaltantes”. (OESP)

– 15/2/1926 – matéria sobre a cultura de café em Goiás – importante mapa rodoviário de Goiás, mostrando a impressionante dificuldade de transporte naquele estado na época. (OESP)

– 4/3/1926 – livro sobre a cultura do café na Bahia. (OESP)

– 5/3/1926 – interessante estudo sobre as estradas de rodagem da época – só havia uma rodovia pavimentada: a subida da Serra de Santos. (OESP)

– 7/3/1926 – crise financeira derruba o gabinete Briand na França – teme-se no Brasil a eventual repercussão no mercado de café. (OESP)

– 7/3/1926 – crise financeira derruba o gabinete Briand na França – teme-se no Brasil a eventual repercussão no mercado de café. (OESP)

– 8/3/1926 – os exportadores de Santos preferiam utilizar navios estrangeiros para seu embarques, em detrimento do Lloyd Brasileiro – pronunciamento da Associação Comercial de Santos, visando corrigir essa situação. (OESP)

– 9/3/1926 – matéria sobre os armazéns gerais – desde 1906 tinham “garantia de juros” do governo – lista de “companhias de armazéns gerais”. (OESP)

– 9/3/1926 – reservas de ouro do mundo – “a América, cofre forte do ouro mundial” – o papel-moeda havia dobrado na Europa, enquanto as reservas em ouro caíam. (OESP)

– 13/3/1926 – a United States Rubber Export Co. Ltd., maior fabricante de artefatos de borracha do mundo, anuncia baixa de 15% nos preços. (OESP)

– 13/3/1926 – “Aspectos da Economia Nacional”, conferência de Pandiá Calógeras, favorável à política de retenção de estoques de café. (OESP)

– 15/3/1926 – “A Situação do Café”, matéria otimista sobre o mercado internacional cafeeiro. (OESP)

– 15/4/1926 – campanha contra o café nos Estados Unidas – declarações hostis de Herbert Hoover, contrário a medidas de defesa adotadas pelo Estado de São Paulo – entrevista para esclarecer. (OESP)

– 8/9/1929 – “As Cidades contra os Campos”, artigo de Otto Prazeres, informa que quase um milhão de trabalhadores rurais norte-americanos emigraram para as cidades em 1928 – os preços dos produtos agrícolas não estavam acompanhando a alta dos produtos industrializados. (CP)

– 15/10/1929 – empréstimo da Câmara Municipal de Serra Negra estava sendo resgatado. (OESP)

– 23/11/1929 – apelo da Rádio Club para que os ouvintes se tornem sócios. (OESP)

– 28/11/1929 – crise do café – criação da Liga Agrícola de Amparo: Dr. Vasco de Toledo, Dr. Constâncio Cintra, Dr. Américo Ferreira de Camargo, Afonso Celso de Toledo Franco, Fausto Azevedo, Dr. Virgílio de Araújo. (OESP)

– 4/12/1929 – artigos sobre a situação do café – tumultuado Congresso de Lavradores. (OESP)

– 28/11/1929 – crise do café – criação da Liga Agrícola de Amparo: Dr. Vasco de Toledo, Dr. Constâncio Cintra, Dr. Américo Ferreira de Camargo, Afonso Celso de Toledo Franco, Fausto Azevedo, Dr. Virgílio de Araújo. (OESP)

– 4/12/1929 – artigos sobre a situação do café – tumultuado Congresso de Lavradores. (OESP)

– 25/6/1930 – Alcides Penteado publica no Diário Nacional um artigo

contra o protecionismo industrial, intitulado “A Lavoura e a Política”, em que menciona “a formidável crise que ora nos honra com sua odiosa presença”. Ainda que suas teses sejam questionáveis, remontando aos princípios de Joaquim Murtinho, a matéria é de extrema importância para o entendimento da crise de 1929, ao indicar que já em junho desse ano a situação econômico-financeira era gravíssima. (DN)

– 17/12/1930 – a Municipalidade do Amparo cumpriu rigorosamente as medidas necessárias para equilibrar as finanças na crise – in “Crédito Municipal”. (OESP)

 

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