V – Vila, enfim…

V – Vila, enfim…

V – Vila, enfim…   A 14 de março de 1857 foi aprovado o projeto n. 14, do deputado Dr. Joaquim Pinto Porto, elevando a Freguesia de Amparo à categoria de vila; estava criado o nosso município. O Dr. Pinto Porto fora juiz de direito em Bragança, mas era gaúcho de Candelária-RS, formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. É provável que advogados de Amparo tenham mantido entendimentos com esse parlamentar, convencendo-o a apresentar o projeto. A Câmara Municipal de Amparo, porém, só foi instalada em novembro desse ano. Seu primeiro presidente foi o Dr. Joaquim Mariano Galvão de Moura Lacerda, santista, advogado e fazendeiro em Amparo, sendo lícito crer que ele foi um dos que participaram dos entendimentos para a criação do município. Conservadores e liberais dividiram os cargos de vereador da primeira legislatura. Não conseguimos … Continue...
VI – As Câmaras Municipais

VI – As Câmaras Municipais

VI – As Câmaras Municipais   As Câmaras Municipais são uma instituição ibérica que remonta a épocas anteriores à fundação do Reino de Portugal, ou seja, já existiam antes de 1140. Sua função era administrar os municípios e distribuir justiça nas pequenas causas. Trinta anos depois da descoberta do Brasil aqui se instalou a primeira câmara em São Vicente. Logo, em cada capitania passou a haver pelo menos uma câmara; nos séculos seguintes elas se multiplicaram e chegaram a muitas dezenas (ou, talvez, a algumas poucas centenas). Eram compostas em geral por dois juízes ordinários, dois vereadores e um procurador, este encarregado de executar as deliberações da câmara. Eram eleitos trienalmente pelos “homens bons”, cidadãos que, sem título de nobreza, detinham prestígio e algum poder econômico na comunidade. A presidência das sessões cabia ao juiz mais velho. Algumas câmaras tiveram … Continue...
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ÍNDICE   Joaquim Mariano Galvão de Moura Lacerda. Manuel Fernandes Palhares de Andrade Antonio José Alves Cordeiro Antonio de Godoy Moreira José Gomes Barbosa Antonio Rodrigues da Silva Francisco Dias Aranha.  Suplentes Convocados:  Francisco Mariano Galvão Bueno  Antônio Pires de Godoy Jorge  Antônio José de Oliveira  José Manuel de Miranda.  Marcos Evangelista do Amaral  Manuel Silvestre da Cunha Martins José Ivo de Sousa Pinto Francisco Rodrigues Borges Luís Pinto de Sousa Aranha
Descrição dos Trabalhos

Descrição dos Trabalhos

DESCRIÇÃO DOS TRABALHOS   Nossa primeira câmara municipal, com mandato de 1857 a 1861, era composta de vereadores eleitos pela população da vila de Amparo num período de tranquilidade política nacional. Vivia-se a grande conciliação defendida pelo Marquês de Paranaguá, Honório Hermeto Carneiro Leão, que juntou conservadores e liberais no governo do Império. A Câmara Municipal da Vila do Amparo foi instalada em 14 de novembro de 1857, realizando-se a sessão na casa do suplente de vereador Antônio José de Oliveira, por não haver prédio destinado a ser sua sede. (EFA, 135, 180 e 187, 196, e 198). Ainda nessa legislatura foi adquirida uma casa para servir de “cadeia e casa da câmara”. A câmara eleita em 1857 apresenta algumas peculiaridades interessantes. Não só era composta quase integralmente por fazendeiros, como era habitual na época, mas era dividida em dois … Continue...
Biografia

Biografia

BIOGRAFIA JOAQUIM MARIANO GALVÃO DE MOURA LACERDA     A família Galvão de Moura Lacerda teve origem em Santos com o capitão de infantaria daquela praça José Galvão de Moura e Lacerda, moço fidalgo, natural de Lisboa, filho de Leandro Galvão de Oliveira e Araújo, de Leiria, e de Catarina Josefa de Moura Feyo, de Lisboa. Foi casado com Maria Leme de Araújo, filha de Timóteo Corrêa de Góes, provedor da alfândega de Santos, e de Maria Leme das Neves. Tiveram (SL, 7:194;201):      1 – José Pedro Galvão de Moura e Lacerda, nascido em Santos em 1746, foi militar de brilhante carreira, chegando a brigadeiro. Casou em 1771 com Gertrudes Teresa de Oliveira Montes, filha do tenente José Rodrigues Pereira e de Ana de     Oliveira Montes, e foram pais de:           1.1 – Marechal de Campo Joaquim Mariano Galvão … Continue...
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ÍNDICE   José Manuel de Miranda – Presidente João Leite de Moraes Cunha Inácio José Bueno Francisco de Assis Arantes Querubim Bertoldo de Sousa João Evangelista de Matos Francisco de Paula Camargo   Suplentes Convocados José Pires de Godoy Francisco de Paula Dias Manuel Joaquim de Cerqueira César Antônio Joaquim de Almeida Joaquim Manuel de Cerqueira César Antônio Rodrigues da Silva João Batista de Godoy Moreira (J.Pedro G.M.) Marcos Lourenço Gomes (EFA,46,209–Atas,1:130 Antônio José Alves Cordeiro Gabriel Leite da Cunha.
Descrição dos Trabalhos

Descrição dos Trabalhos

DESCRIÇÃO DOS TRABALHOS   Se os primeiros anos de nossa Câmara Municipal foram vividos sob a égide da grande conciliação do Marquês de Paranaguá, o período seguinte, de 1861 a 1865, marca o nascimento das lutas políticas no Amparo. Liberais e conservadores se separaram travando amargas disputas eleitorais, que iriam desaguar nos anos seguintes em graves conflitos e na criação do Partido Republicano, na qual Amparo teve papel importantíssimo. Os liberais venceram, fazendo a maioria dos vereadores e elegendo Presidente da Câmara o então Tenente José Manuel de Miranda, o mais votado dos candidatos. A corrente liberal era constituída principalmente de fazendeiros de café provenientes de Campinas, que se ligaram no Amparo ao grupo da família Silveira Franco e do futuro Barão de Campinas, Joaquim Pinto de Araújo Cintra. Os conservadores, por sua vez, agrupavam-se em torno da primitiva oligarquia … Continue...
Biografia

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BIOGRAFIA   JOSÉ MANUEL DE MIRANDA   O Capitão José Manuel de Miranda, também conhecido por Juca Catarina, filho de Antônio José de Lima e Catarina Maria de Jesus, nascido em Bragança em 2 de novembro de 1822, foi casado com Maninha Luísa de Miranda, natural de Santa Bárbara, falecida aos 35 anos de idade em 1865 e enterrada na Igreja do Rosário (EFA, 149/150). José Manuel de Miranda, viúvo de Maninha Luísa de Miranda, casou no Amparo em 1869 com Francisca da Silveira Franco, filha de Francisco da Silveira Franco e de Ana Franco da Silveira, sua parente por afinidade em 2.0  grau mixto ao 1.0   (CA-5:142v). Francisca faleceu em 1876, mas o Capitão Miranda sobreviveu até 1894, deixando importante descendência no Amparo. Foi pai do também vereador Salvador José de Miranda, membro da câmara de 1881 a 1884 … Continue...
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ÍNDICE   Antônio Pires de Godoy Jorge Hermelino Pupo Nogueira Antônio Manso de Almeida Joaquim de Sousa Toledo José Palhares de Andrade Francisco de Sousa Melo Joaquim de Lima Ribeiro   Suplentes Convocados: José da Silveira Franco Manuel Joaquim Franco José Antônio de Camargo Moreira Francisco Antônio de Oliveira Prestes   Suplentes Convocados que se escusaram Cirino Antônio Dantas Vasconcelos Antônio Bueno de Camargo Silveira Antônio Ferreira de Camargo Andrade Francisco Antônio de Almeida João Antônio de Godoy. Joaquim Inácio de Campos Bueno
Descrição dos Trabalhos

Descrição dos Trabalhos

DESCRIÇÃO DOS TRABALHOS   Mais uma vez os liberais formaram a maioria da Câmara Municipal de Amparo, pois apenas dois vereadores, Francisco de Sousa Melo e Joaquim de Lima Ribeiro, podem ser identificados como conservadores. A presidência deveria caber ao liberal Antônio Pires de Godoy Jorge, o mais votado, mas como este estava servindo de juiz municipal, passou a presidência ao campineiro, também liberal, Ermelindo de Assis Pupo Nogueira. Godoy Jorge só reassumiu a direção da casa em 18 de setembro de 1865. Ao longo dos anos seguintes, Godoy Jorge voltou a se afastar da presidência várias vezes, sendo substituído por Palhares de Andrade, Sousa Toledo e Manso de Almeida. A Câmara tratou de uma grande diversidade de assuntos, como construção de calçadas e pontes, apreensão de animais soltos pelas ruas, trancamento de estradas por particulares, obras nas igrejas (a … Continue...