História da Família Boucault em Amparo

História da Família Boucault em Amparo

José Augusto Boucault, um dos pioneiros da Imprensa Amparense A família Boucault tem origem em Isidoro Boucault, francês, nascido em Paris em 1798, filho de João Baptista Eloi Boucault, que foi diretor geral das “Messageries Royales”, com sede em Paris, na praça de Notre Dame des Victoires. Estabelecido em São Paulo, Isidoro Boucault, que emigrara para o Brasil, exerceu o magistério particular, ao mesmo tempo em que freqüentava o curso jurídico da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Bacharel em direito e com carta de cidadão brasileiro, o Dr. Isidoro Boucault foi nomeado promotor público de Sorocaba, mas voltou ao magistério, exercendo cadeiras de Latim e Francês em Iguape, e depois, a partir de 1849, em Mogi das Cruzes, cidade onde faleceu anos mais tarde. (OESP, 6/5/1908) Isidoro teve vários filhos, dos quais pudemos identificar quatro, pelo menos: … Continue...
A colônia italiana em Amparo – Algumas Notas

A colônia italiana em Amparo – Algumas Notas

A colônia italiana em Amparo sempre foi a mais numerosa e uma das mais ativas. A maior parte de seus membros veio para o Brasil para trabalhar na lavoura. Mas muitos se dedicaram ao comércio, à indústria, às profissões liberais; fundaram clubes e sociedades de mútuo socorro, criaram empresas e participaram da política e da vida cultural da cidade. Aqui se casaram e constituíram família, integrando-se sem dificuldade na sociedade que os acolheu. Já havia italianos em Amparo na década de 1850, às vezes com passaportes austríacos, é verdade, mas depois da anexação do Trento e do Veneto, poucos se esquivaram à nacionalidade italiana. A partir de 1860 os italianos começam a aparecer na documentação eclesiástica e civil de Amparo em número cada vez maior, até que na década de 1890 ocorre a “grande imigração”, quando eles chegam aos milhares. … Continue...
História da Família Peterlini

História da Família Peterlini

Uma das maiores famílias de origem italiana da região de Amparo, tem como patriarca Constantino Peterlini, natural da Itália, falecido em Monte Alegre em 6/9/1927, aos 84 anos de idade, estando viúvo de Antônia Betega Peterlini. Deixou os filhos: Dionísio Peterlini, vereador em Amparo, casado com Josefina Fontana Peterlini; Abonadio Peterlini, casado com Maria Bortolotti Peterlini; Marcelino Peterlini, casado com Virgília Azzari Peterlini; Augusto Peterlini, casado com Cândida Mozer Peterlini; João Peterlini, casado com Leonide Daolio Peterlini; José Peterlini, casado com Elisa Dorigatti Peterlini; Archangelo Peterlini, casado com Maria Mozer Peterlini; Justina Peterlini Tafner, casada com Constantino Tafner; Maria Peterlini Longatto, casada com Augusto Longatto; e Augusta Peterlini Turazzi, casada com José Turazzi. Constantino deixou 60 netos e 17 bisnetos à época de seu falecimento. Hoje seus descendentes devem ser várias centenas. Foi uma família de imigrantes que rapidamente alcançou … Continue...
Criação do Município de Amparo

Criação do Município de Amparo

Há cento e sessenta anos, o mês de fevereiro de 1857 foi decisivo para Amparo. Nessa ocasião o deputado Pinto Porto apresentou na Assembléia Provincial projeto elevando Amparo à condição de “vila”, conforme notícia do “Correio Paulistano” de 14/2/1857. Uma das justificativas aduzidas para essa medida era a informação de que um grande número de lavadores campineiros havia chegado à Amparo, havia 6 ou 7 anos, por volta de 1850/1851, para plantar café. O deputado Pinto Porto havia sido juiz de direito da comarca de Bragança e conhecia, portanto, a nossa região. Nos dias que se seguiram, ocorreu o debate na Assembléia Provincial sobre esse projeto de criação da vila de Amparo. O artigo 2º do projeto dispunha que a vila não seria inaugurada enquanto o seu povo não construísse a cadeia e casa da câmara. Falaram os deputados Alves … Continue...
A Criação da Capela Curada

A Criação da Capela Curada

Estamos de volta à Cronologia Amparense, depois de meses de ausência. Dado o desgosto de nossos eventuais leitores com o vocábulo “ereção”, e após o saudável debate sobre o significado dessa palavra, com a participação do Samuel Bruno, Edgar, Carlos Arthur, Heloísa, Benjamin, Marcelo Henrique e outros, adotamos para esta crônica o título acima. A principal fonte que usamos foi o trabalho do Dr. Áureo de Almeida Camargo, “Romagens pelo Pátio”, que é a obra definitiva sobre o tema. Autorizada uma nova capela para a jovem povoação de Amparo, nos termos da licença concedida em 16/7/1824, pelo Vigário Capitular da Diocese de São Paulo, padre Manuel Joaquim Gonçalves de Andrade, os moradores logo começaram a edificá-la. Entretanto, por um certo período, nada se encontra a respeito do assunto. Só em 9 de janeiro de 1828 um assento do Livro de … Continue...
A chegada do café e a elevação a freguesia

A chegada do café e a elevação a freguesia

Ereta a capela, definidos seus limites e nomeado seu primeiro cura, padre Roque de Sousa Freire, começou a se estabelecer no lugarejo do Amparo uma rotina com características urbanas. Passaram a haver missas dominicais, começou a ocorrer o afluxo de moradores rurais nos fins de semana para negócios, estabeleceu-se um princípio de administração pública, com fiscal, arruador e escrivão, que praticava atos legais como arruamento e alinhamento dos prédios e aplicava multas pela infração de posturas municipais. Surgiram novas casas comerciais e prestadores de serviços, como ferreiros e seleiros, e começaram a existir as primeiras manifestações de vida política. Entretanto, a zona rural também iria se modificar bastante, pois era exclusivamente produtora de gêneros de primeira necessidade, como feijão, milho,aves e ovos, e carne de porco, além de pequenos engenhos de açúcar e da produção de frutas como laranjas e … Continue...
Nunca houve uma rua como a Rua Humberto Beretta

Nunca houve uma rua como a Rua Humberto Beretta

Os historiadores e cronistas amparenses, há muito tempo, apontam para a singular concentração de personagens ilustres no pequeno quarteirão que constitui a nossa Rua 15 de Novembro. Ali viveram, quase simultaneamente, Laudo de Camargo, presidente do Supremo Tribunal federal, Bernardino de Campos, duas vezes presidente do Estado de São Paulo e duas vezes Ministro da Fazenda, Carlos de Campos, também presidente do Estado, o cientista Franco da Rocha e Prestes Maia, prefeito emérito de São Paulo. Realmente, é uma coincidência expressiva que, num trecho de menos duzentos metros, ladeado por edificações modestas, tantos varões ilustres tenham tido sua morada no final do século XIX. E me lembro de ter ouvido do próprio Dr. Áureo de Camargo, nosso historiador máximo, numa das noitadas na “mesa amarela”, que nunca mais haveria outra rua como a Rua 15 de Novembro. Concordo plenamente com … Continue...
Pesquisa sobre a Cadeia Pública de Amparo

Pesquisa sobre a Cadeia Pública de Amparo

(a pedido do historiador Nelson Machado) – 8/2/1852 – Expediente da Presidência da Província: “Ao Subdelegado de Amparo significando-lhe que não sendo possível fazer-se cadeias cada uma das freguesias, deverá o sr. Subdelegado remeter os presos para a cadeia do termo” (A Aurora Paulista) – 20/2/1857 e 24/2/1857 – Debate na Assembléia Provincial sobre projeto de criação da vila de Amparo, do deputado Pinto Porto. O artigo 2º dispunha que a vila não seria inaugurada enquanto o seu povo não construísse a cadeia e casa da câmara. Falam os deputados Alves dos Santos, Pinto Porto, Queiroz Teles, Carrão, R. Andrada, B. da Cunha e Ulhoa Cintra. Houve uma emenda de Alves dos Santos sobre as divisas do Amparo, mas alguns deputados queriam incluir Serra Negra no município de Amparo. Outros deputados alegaram que Serra Negra preferia pertencer a Mogi-Mirim. O … Continue...
Pesquisa sobre Teatro

Pesquisa sobre Teatro

– 5/2/1856 – incêndio no Teatro São Pedro de Alcântara no Rio de Janeiro, uma das principais casas de espetáculo da cidade. (CP) – 7/8/1877 – A Companhia Teatral Ribeiro Guimarães apresenta com sucesso, em Amparo, as comédias “Amores de Cleópatra” e “A Ordem é Ressonar”. Segundo a Tribuna Amparense a última correu “um tanto livremente, de modo a fazer as famílias simularem que não entenderam a história”. As sessões de teatro já eram um divertimento habitual entre os amparenses nessa longínqua era. (EFA, 139) – 11/8/1877 – É feita uma tentativa de angariar acionistas para a construção de um teatro em Amparo. (OESP) – 22/8/1877 – Reunião para construção de teatro em Amparo. (OESP) – 3/4/1878 – Está em Amparo a companhia dramática dirigida pelo artista Ribeiro Guimarães. (CP) – 31/10/1878 – João Pedro de Godoy Moreira quer construir … Continue...
Curiosidades e Assuntos Gerais

Curiosidades e Assuntos Gerais

– 21/10/1857 – Menino Dario, de 10 anos de idade, matou uma onça pintada a facadas, na freguesia de Amparo da Serra, Cataguases, Minas Gerais (CP) – 5/12/1865 – “Afirmam que o imperador Maximiliano a 16 de setembro, aniversário da Indepedência do México, proclamará herdeiro do trono D. Augustin de Iturbide, que se diz filho mais velho do primeiro imperador mexicano e que se achava em Nova York” (CP) – 7/11/1866 – A Inglaterra teria oferecido asilo ao Papa na Ilha de Malta ou em Dublin, no caso da tomada de Roma pelos revolucionários italianos (DSP) – 5/2/1867 – Joaquim Gomes Leite de Carvalho recebe o título de “Barão do Amparo”; o título refere-se a um vilarejo da então província do Rio de Janeiro. (CP) – 15/11/1867 – Menção à “vila de São Bento de Araraquara” (DSP) – 4/9/1870 – … Continue...