Cronologia Amparense

Cronologia Amparense

Em 1596 quando Anthony Knivet, pirata inglês escravizado por Salvador de Sá, foge de uma bandeira no Sul de MInas e desce de jangada por um rio que desemboca no Piracicaba. Só dois rios nascem em Minas e desembocam no Piracicaba: o Camanducaia e o Jaguari. Ambos atravessam o Amparo; portanto, Anthony Knivet é o primeiro turista a visitar terras amparenses!   Siga-nos! Facebook: Os Amparenses #OsAmparenses #GenealogiaAmparense #HistoriaAmparense José Eduardo Godoy
Houve índios em Amparo?

Houve índios em Amparo?

A resposta é sim. Pertenciam à tribo dos Guarulhos e tinham uma aldeia nas proximidades da Magnetti Marelli, onde foram encontrados vários machados de pedra. Como sabemos que eram Guarulhos? Consta de uma velha sesmaria do século XVIII que os Guarulhos faziam pescarias em Manducaia, “ou feijão queimado como dizem”, mas foram removidos daqui para Atibaia. Lá foram aldeados pelo padre Mateus Nunes de Siqueira, mixto de teólogo e bandeirante, que ali tinha uma fazendola. Essa informação consta da “História Geral das Bandeiras Paulistas”, 4:47, do grande historiador Afonso d’Escragnolle Taunay: “O ano de 1665 registrou uma interessante expedição por parte do padre Mateus Nunes de Siqueira, que penetrou em território da vertente oposta da Mantiqueira, de onde trouxe para São Paulo copioso número de índios da tribo dos Guarulhos, dos quais já havia numerosíssimos na terra, conhecidos por guarumimis”. … Continue...
A sesmaria concedida a Francisco Paes da Silva

A sesmaria concedida a Francisco Paes da Silva

A sesmaria concedida a Francisco Paes da Silva, um obscuro lavrador de Atibaia, em 1726, é um documento de extrema importância para a região de Amparo. Nesse ano, Francisco Paes da Silva pediu que lhe fosse concedida uma sesmaria em terras que a ele pertenciam, “como herdeiro de Antônio Bueno”, de quem era genro, onde o povo estava fazendo roças, que “não continuaram por serem muito distantes”. Essas terras eram no “rio Jaguari, da outra banda, que chamam Feijão Queimado, e pela língua da terra Camanducaia, pelo dito rio Jaguari acima, até um saco de um campo,onde os Guarulhos tem sua pescaria, e daí cortando para o sertão até o rio de Mogi, que está na ressaca do mesmo rio”. A descrição é um tanto confusa, mas não deixa dúvidas de que se trata do nosso Jaguari e do nosso … Continue...
Carta ao Conde de Oeiras

Carta ao Conde de Oeiras

Em 1768 D. Luís Antõnio de Sousa Botelho Mourão, Morgado de Mateus, governador da Capitania de São Paulo, escreveu carta ao Conde de Oeiras (mais tarde Marquês de Pombal), queixando-se de que fora nomeado para a pior parte do império português, uma região de atraso e ignorância. O atraso era tanto que “o nome do Rei D. José I era desconhecido entre certos povos, como, por exemplo, nos Retiros de Jaguari, do Camanducaia, nos bairros Paranapanema, Apiaí, Ribeira e nos Campos Gerais e nas Furnas”. E mais, não se ignorava apenas o nome do rei, mas também a sua própria existência, sabendo-se apenas que “havia um capitão-general em São Paulo”. Não é necessário dizer que “retiro do Camanducaia” é a nossa gloriosa e altiva cidade de Amparo, que não se curva aos reis e tiranos, mas ao contrário, foi o … Continue...
Ouro no Camanducaia!

Ouro no Camanducaia!

Esse talvez seja apenas o sonho de alguns amparenses, mas no século XVIII foi um assunto delicado, que provocou conflitos entre os governos de São Paulo e Minas Gerais. Os garimpos de Minas começaram a fraquejar depois de 1760; é claro que o governo português ficou preocupado. A Capitania de Minas Gerais era a principal fonte de riqueza do império colonial lusitano. Os novos descobrimentos de Goiás e Mato Grosso não chegavam a cobrir a queda da arrecadação de Minas Gerais. Por isso, o governo dessa capitania via-se pressionado o tempo todo para aumentar a receita do Fisco metropolitano. Foi a essa altura, por volta de 1770, que um paulista, Simão de Toledo Piza (Sim! É parente do Rafael Scalvi e de um monte de outros amigos amparenses…), passou a procurar ouro nas fraldas da Mantiqueira, tanto do lado paulista, … Continue...
Apertem os cintos que o piloto sumiu!

Apertem os cintos que o piloto sumiu!

“Apertem os cintos que o piloto sumiu!” é o nome de um velho filme já reprisado na televisão várias vezes. Pois imaginem o que aconteceu na França em 1920: “o Presidente sumiu!” . O Presidente Paul Deschanel havia viajado em trem especial, com um vagão só para ele, para visitar algumas cidades do Interior, na linha Paris/Lyon. Entretanto, quando o trem chegou à estação de Montargis, de noite, os membros da comitiva verificaram com horror que o presidente sumira! não estava a bordo do vagão presidencial, nem de outro qualquer! O pânico se instalou na caravana presidencial. Telegramas voaram para Paris, alertando o primeiro-ministro e o resto do governo; os jornalistas comunicaram aos respectivos jornais. Em poucos minutos, a França passara a estar a braços com um gravíssimo problema político e legal, porque não existia o cargo de vice-presidente. Teria … Continue...
A expansão da agricultura paulista

A expansão da agricultura paulista

Vamos continuar nossa viagem no tempo… vamos tentar testemunhar o encontro de duas frentes agrícolas no vale do Camanducaia. A expansão da agricultura paulista no sentido norte foi retardada pelo relevo acidentado da vertente ocidental da Mantiqueira e pela densa “mata atlântica” do Sertão de Manducaia. Durante mais de um século as lavouras estacionaram ou andaram a passos lentos no eixo Nazaré/Atibaia/. Enquanto isso, estradas melhores, terreno menos acidentado e o ouro de Goiás, atraíram moradores para a variante noroeste do Caminho dos Goiazes, a principal, povoando sucessivamente Indaiatuba, Campinas, Mogi-Mirim e Mogi-Guaçu. Assim, a vasta região que compreendia os atuais municípios de Itatiba, Morungaba, Tuiuti, Amparo, Serra Negra, Socorro e Pedreira, manteve-se quase intocada, apesar de ser atravessada pelo caminho de Atibaia a Mogi-Mirim. Poucos moradores se instalaram nesse vasto quadrilátero de selva e eram quase todos desertores ou … Continue...
A primeira viagem de automóvel

A primeira viagem de automóvel

Foi de São Paulo a Campinas, em 1909, durou 25 horas! A culpa não era só do veículo; as estradas de rodagem eram medonhas, pois até então vivíamos a era das ferrovias. As estradas de rodagem eram só para cavaleiros e carros de boi… Foi Washington Luís, quando governou São Paulo, o primeiro a se preocupar com as estradas de rodagem, adotando o lema “governar é abrir estradas”. A notícia da épica viagem de 25 horas foi publicada pelo Correio Paulistano, que informa também os nomes dos heróicos tripulantes: o conde Jacques de Lesdain, Arthur Kahan, Silvain Weil e o “Chauffeur” Gaston Comte. A poderosa máquina de 16 cavalos, da fábrica Brasiern, passou por Santana do Parnaíba, Cantareira, Juqueri, Atibaia, Campo Largo, Itatiba e Campinas, sem acidentes “dignos de menção”… A data do jornal? 8/2/1909. Siga-nos! Facebook: Os Amparenses #OsAmparenses #GenealogiaAmparense … Continue...
Um animal estranho num poço em Jacuí

Um animal estranho num poço em Jacuí

Encontramos uma notícia do Estadão, datada de 28/5/1885, informando que fora encontrado um animal estranho num poço em Jacuí. O Amparo tinha que se contentar com uma sucuri que apareceu no cortume de José Jacobsen, em 1898, e com uma “grande onça” que havia espantado os escravos do Capitão José Inácio Teixeira, em 1880. E pedimos socorro aos nossos leitores, porque encontramos uma notícia de “O Diário”, jornal de Amparo, de 1904, informando que o Dr. Garcia Redondo(construtor do Teatro João Caetano e do Hospital Ana Cintra) concluiu estudos sobre a classificação zoológica da “gitiranabóia”. Que raio de animal será esse? E, é claro, não podemos esquecer o “bicho do Modelo”, que andou assustando moradores na década de 1920, mas essa história fica para outro dia.   Siga-nos! Facebook: Os Amparenses #OsAmparenses #GenealogiaAmparense #HistoriaAmparense José Eduardo Godoy
Primeira Capela

Primeira Capela

Na nossa “Cronologia Amparense” hoje vamos relembrar a nossa “Primeira Capela”, que o Camanducaia engoliu. Desde tempos imemoriais o direito português admitia uma figura jurídica denominada “capela”, ou seja, a constituição de um patrimônio imobiliário destinado à subsistência e custeio de um pequeno templo. Se tal acervo fosse constituído de terras de cultura, o rendimento pertenceria ao administrador da capela, que, depois de retirar uma parte para si, aplicava o restante na conservação do templo e nas despesas do culto (Pereira e Souza, Diccionario Theoretico). Muitas vezes, porém, a capela era dotada de um “rocio” (ou “rossío”, como aparece nos textos amparenses), isto é, um espaço aberto, de uso comum dos moradores, servindo como praça e até como pasto comunitário. O instituidor da capela, ou seja, aquele que doou o patrimônio dela e a edificou, vendia lotes ao redor do … Continue...